Uma página do meu Diário

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“12 de Dezembro de 2015

Nada de extraordinário aconteceu hoje, de fato foi como um dia qualquer. Mas estou sentindo vontade de compartilhar meus pensamentos e sentimentos, mas não tem ninguém aqui para me ouvir, estou sozinha. Me sinto vulnerável e preocupada, olho para o relógio…8 horas da manhã, não consigo me concentrar em nada. Pego uma folha em branco, sento numa cadeira e começo a falar comigo mesma.

Acordei cedo hoje…como todos os dias, fui caminhar em um local agradável a apenas a algumas quadras de onde moro, apenas mais um dia, seguindo com minha rotina. O caminho é cercado por um rio, com árvores ao redor, algumas delas com frutas e no chão uma antiga grama que pelo abandono virou um mato que precisa de cuidados. Com meu fone de ouvido e minha música fui caminhando com nenhuma companhia além de mim mesma. Passei por um parque para crianças, mas ainda era muito cedo, o sol estava nascendo, então estava vazio. Mas parei para olhar e mesmo sem ninguém lá, pude ver o balanço indo para frente e para trás, os meninos soltando pipa, as meninas correndo, subindo e descendo pelo escorrega e o agradável som da risada delas, senti uma pequena fisgada no meu coração. É bom ser criança. Também fui criança.

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Me lembrei de como estava nos meus 20 anos e me sentia tão diferente das pessoas ao meu redor, como prefiro ficar em casa enquanto a maioria prefere sair para festas, beber e ouvir música até cansar. E ainda tenho que ouvir, você precisa sair mais. Não, eu não preciso sair mais, sou feliz assim. Quando as pessoas vão entender que nem todos precisam se enquadrar no padrão da sociedade para ser feliz?

Sinto a emoção crescendo dentro de mim, me lembrei de como me senti abençoada naquele parque, vendo crianças invisíveis. Não sei porque nasci na minha família, não sei porque me sinto diferente das pessoas, não sei porque prefiro ficar no silêncio da minha casa, não sei porque crio essa barreira para conhecer pessoas, não sei porque afasto elas de mim sem motivo algum, não sei porque me sinto insegura e vulnerável. O tempo parecia ter parado, me sinto tão feliz, que lágrimas escorriam pelos meus olhos e só me dei conta delas, quando começaram a chegar nos meus lábios. Eu queria me lembrar desse momento, de como eu me sentia. Me sinto grata pela vida que tenho, pela família, pelo emprego, pela saúde, e pelas pessoas que fazem parte da minha vida, que me fazem rir até chorar, por esse desejo ardente de gritar até doer a garganta, de sair correndo, de conhecer o mundo, de descobrir coisas novas, mas me sinto feliz acima de tudo por ser quem eu sou, não tem ninguém igual a mim, sou a minha pessoa, tenho meus sonhos, meus segredos, minha independência e mesmo não me encaixando nos grupos de pessoas, me mantenho verdadeira no que acredito, sem perder minha essência e isso ninguém pode tirar de mim.”

E aí, o que vocês acham de texto nesse estilo? Em forma de diário? Gostei muito de escrever e de dar vida a ele, me deixem nos comentários o que vocês acharam!

6 comentários em “Uma página do meu Diário

  1. Adorei esse texto… aconteceu realmente com você ou foi apenas um conto em forma de diário? Me identifiquei bastante por ser exatamente esse tipo de pessoa caseira… mas de vez em quando saio com meus amigos também, claro! E é sempre muito bom, hahahahaha. Essa época de natal nos faz muito reflexivos e agradecidos pela vida que temos e pelas pessoas que estão ao nosso redor, né? Por isso que eu adoro esse feriado! Hahahahahaha

    Com amor,
    Steph • http://naoeberlim.blogspot.com.br/

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