Você já se sentiu como se não pertencesse a lugar nenhum?

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Você já sentiu como se não pertencesse a lugar nenhum? Você está ao redor de pessoas, mas elas são estranhas para você, entendiantes e conversar com elas é um sacrifício, mas existe essa concepção que é preciso ser sociável e descolado para poder se encaixar em algum lugar, então você tenta e embora dê risadas, saia e se divirta, no fim do dia, você se sente falsa, pois nada daquilo te define, diz quem você é.

Seus sonhos se realizam, mas por algum motivo não se sente feliz e nada parece ter mudado a sua vida, tudo permanece o mesmo. Você acaba desistindo por um tempo, achando que o problema é você, talvez seja, e passa apenas a existir, sendo empurrada pelo tempo. Um dia você quer começar de novo e pensa que talvez o que passou, não era realmente o que você queria ou você não lutou o bastante e que dessa vez vai acertar, vai se sentir bem de novo. Então tenta e tenta, repetidas vezes e nenhuma delas parece ser o certo, o seu momento, aquele que você para e pensa, isso é o que eu queria, essa sou eu, eu estou feliz.

Mas a pergunta permanece, quem sou eu? Você ainda não encontrou o click, aquele momento que vai te fazer brilhar e causar admiração e espanto nas pessoas que duvidaram de você. E mais uma vez, sente que não passa de um desperdício de espaço no mundo. Todas as portas parecem estar fechadas, mas então, quando a chama está prestes a apagar, ela acende de novo e você tem a esperança que se continuar indo, atrás de alguma porta, estará o que você sempre esteve procurando. Você olha para o céu e vê um mundo diferente, onde há esperança e com o coração quente, resolve continuar. Você ainda não encontrou o que procura, mas tem algo que poucas pessoas tem, que é a esperança, acredita que coisas boas ainda virão e não desiste nunca, não importa quantas pedras encontre no caminho, quantas portas fechadas, você vai ir abrindo uma por uma e ainda vai encontrar a resposta, nem que signifique passar a vida toda tentando, o importante é acreditar em você e não desistir. Nunca.

Beijos,

Lilian Moraes

8 Dicas para você se preocupar menos

Via de regra, dedicar seu tempo, pensando em algo é uma coisa boa, mas enquanto tem pessoas que não pensam ou se preocupam, outras se preocupam até demais. Algumas pessoas se colocam em um estado de estagnação, frustração, exaustão e ansiedade. Elas fazem do simples, o complexo e do fácil, o difícil e o menor dos problemas, se tornam o maior drama para ela. Desperdiçam o tempo analisando tudo e todos. São especialistas em interpretar errado o que as pessoas estão dizendo e mesmo que não tenha motivo algum para se magoar com um assunto, elas vão encontrar um. São obcecadas, compulsivas e perfeccionistas demais. Basicamente elas se preocupam demais com praticamente nada.

Você se identifica com alguns dos itens citados acima? Eu certamente me identifico, embora eu tenha conseguido mudar já há algum tempo. Viver em preocupação, não é saudável, mentalmente e fisicamente. Eu era uma das pessoas mais preocupadas do mundo. Eu tinha um problema. Se as coisas não acontecessem como eu tinha planejado, tudo estava perdido. Um exemplo, eu sou obcecada com horários, ainda sou um pouco, mas melhorei, acredite. Eu tinha horários para tudo, como levantar todos os dias as 6 horas. Tomar café por no máximo 30 minutos, ler um livro em determinado horário e se alguém me interrompesse em alguns dos “meus” horários, eu ficava irritadíssima. É legal ser organizado, mas não precisa girar sua vida ao redor de “horários”. Eu chegava a perder noites de sono por assuntos ridículos com algo que alguém tinha falado e eu interpretava de uma outra maneira e já criava um cenário todo para o assunto e acabava brigando com todo mundo.

Um dia eu parei e pensei, meu, os anos estão passando assustadoramente rápido e se eu passar 24 horas do meu dia se preocupando com o que as pessoas vão pensar ou o que vai acontecer se eu perder 30 minutos em uma coisa que era para levar 10 minutos, eu não vou viver. E eu quero viver. Não quero chegar nos meus 70 anos e olhar para trás e ver que o máximo que eu fiz, foi conhecer o shopping da cidade. Eu quero conhecer o mundo, não quero pensar no dia do amanhã, não quero pensar nem na próxima hora, quero viver o presente. E se não tem motivos reais para se preocupar, porque gastar energia com um assunto que em nada vai mudar minha vida? Não estou falando para vender tudo e ir vender coco na praia (não que isso seja um problema), estou falando em levar as coisas com mais calma. Não é o fim do mundo. Ainda.

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Veja algumas dicas legais abaixo:

1 – Se preocupar com coisas ruins não vai impedir elas de aconteceram, só vai te impedir de aproveitar as coisas boas da vida.

2 – Pare de deixar as pessoas que fazem tão pouco por você, controlar a sua mente, sentimentos e emoções.

3 – Pensar demais acaba com você. Acaba com a situação, estraga as coisas ao redor e te faz se preocupar a toa pensando que as coisas são piores do que realmente são.

4 – Para de esperar por perfeição (o melhor momento, a melhor condição), para fazer o que você sabe que deveria ter feito um bom tempo atrás.

5 – Não assuma. Aja com fatos.

6 – Seja mais proativo, faça coisas! Saia da teoria e vá para o prático. Vá fazendo um pouco a cada dia para você chegar aonde você quer.

7 – Faça as perguntas certas a você mesma(o). Aquelas que vai te colocar mentalmente em um estado positivo, prático e produtivo. Identifique o problema, mas foque na solução.

8 – Pare de tentar achar justificativas para algo que você não está fazendo. Seja honesto com você mesma(o).

E aí? Vocês são preocupadas(os) demais também? Deixe sua opinião nos comentários!

História de Halloween: A Boneca

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Eu já comentei várias vezes que gosto muito de escrever né? Como o Halloween está ai, ao invés de escrever a história do halloween, resolvi escrever uma história com um ar um pouco assustador, só para registrar a data, mas prometo que não dá medo! Me deixem nos comentários a opinião de vocês, eu adoraria saber!

“Mia vivia com seu pai e sua avó em uma casa no alto das montanhas, completamente isolados. Um tempo depois sua querida avó faleceu. Quando a senhora estava de cama, dando os últimos suspiros, ela chamou Mia e entregou a ela uma boneca. A boneca já castigada pelos anos, estava com falhas no cabelo e com as pequenas roupas sujas. O brinquedo, um antigo presente, estava entre os pertences da senhora há muitos anos. Antes do último suspiro, a avó disse “Mantenha Agatha ao seu lado, assim também sempre estarei”.

Mia guardou com carinho a boneca, colocando-a toda a noite sentada na cadeira ao lado da sua cama. Durante o dia, estava sempre carregando a boneca.
Os dias se passaram e logo se fez um ano que avó tinha falecido. Mia estava dormindo quando acordou com o tic tac do relógio dando meia noite. Com um suspiro virou-se na cama, com os olhos semi abertos viu que Agatha não estava na cadeira, provavelmente tinha esquecido de trazê-la de volta quando saiu para brincar no dia anterior, fechou os olhos novamente.

Estava passando pelo sono quando ouviu ruídos nas escadas, como a casa era antiga, não fez conta, virou-se na cama outra vez, alguns segundos depois ouviu uma porta sendo aberta, o som parecia vir do andar térreo. Não havia ninguém na casa além dela e do pai. Mia sentiu o coração acelerar, mas logo se acalmou quando lembrou que o pai sempre descia no meio da noite para tomar água. Cobriu a cabeça com o lençol, no exato momento que fazia isso, ouviu o pai tossindo no quarto ao lado.

Mia sentiu o corpo gelar e sentou-se na cama com um pulo. Segurando a respiração, prestou atenção ao sons da casa. Não ouviu nada. Mia era bastante corajosa para uma garota de 11 anos. Saiu do quarto tremendo. Não ouviu nada no corredor. Abriu a porta do quarto do pai, ele dormia profundamente. Mia começou a descer as escadas, não ouviu nada. Parou em frente a porta do quarto da avó. Encostou o ouvido na porta, foi então que ela ouviu uma voz cantarolando “Agatha acorda uma vez por ano, Agatha desce as escadas, Agatha entra no quarto, Agatha senta na cama”. Mia perdeu os sentidos.”

E aí, prontas(os) para o Halloween? Bora contas histórias de terror?

A chuva

A chuva cai ao meu redor. Sobre mim. Gotas geladas escorrendo pela minha pele. As pessoas ao meu redor, apressando o passo. Me sinto sozinha. Olho as pessoas, algumas sozinhas, com alguém as esperando no calor da casa onde convivem juntos. Outras estão caminhando de braço dado com alguém, tentando se cobrir com um guarda-chuva que mal cabe os dois, mas estão abraçados se sentindo seguros ao lado um do outro. Outros simplesmente correm pela chuva, sorrindo com os amigos. Felizes. Sinto inveja da felicidade estampada no rosto deles. Quero sentir isso também. Quero alguém me esperando em casa, mas tudo o que eu tenho é um peixe num aquário que parece tão infeliz quanto eu. Quero andar de braço dado com alguém, mas tudo que tenho, são sacolas penduradas nos meus braços. Quero sorrir sem preocupação, mas os músculos do meu rosto, não sabem mais o que é isso.

Me sinto carente, indefesa. Preciso de um abraço. Preciso de um amigo. Quando me tornei assim? Essa pessoa amarga, esquecida por todos, vivendo isolada, presa na escuridão dos meus próprios sentimentos, com medo de enfrentá-los e morrendo a cada dia, a cada segundo. Só o que tenho nesse momento, é a chuva. A chuva congelante que de algum modo, me tira do entorpecimento pelo qual estive durante todo esse tempo.

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O que vocês acham desse tipo de texto? Gostam de escrever também? Deixem nos comentários!