Onde cantam os pássaros – Evie Wyld

Comprei Onde Cantam os Pássaros pensando que ia encontrar uma história de suspense e terror, porém o enredo está mais para um drama psicológico. A capa é linda, com tons de rosa e a borda das páginas é preta, não era para esperar menos da Editora Darkside que sempre publica livros lindíssimos. Comprei o livro num passeio à uma livraria, então não sabia nada sobre ele, a não ser pela sinopse que me chamou a atenção. Estava super ansiosa para ler o livro, porém, minha decepção foi enorme. Antes de falar mais sobre alguns pontos do livro, confira a sinopse:

“No premiado romance de Evie Wyld, a fazendeira Jake White leva uma vida simples numa ilha inglesa. Suas únicas companhias são rochedos, a chuva incessante, suas ovelhas e um cachorro, que atende pelo nome de Cão. Tendo escolhido a solidão por vontade própria, Jake precisa lidar com acontecimentos recentes que põem em dúvida o quanto ela realmente está sozinha – e o quanto estará segura. De tempos em tempos, uma de suas ovelhas aparece morta, o que pode ser muito bem obra das raposas que habitam a floresta próxima à sua fazenda. Ou de algo pior. Um menino perdido, um homem estranho, rumores sobre uma fera e fantasmas do seu próprio passado atormentam a vida de uma mulher que sonha com a redenção. Fonte: Saraiva

Primeiro Ponto:

Onde cantam os pássaros foi um dos livros que mais demorei ler. Isso porque ele é extremamente confuso e a leitura não é agradável, o que acaba deixando você um pouco entendiado. Demorei a descobrir que em um capítulo era o presente da personagem e o outro era o passado, só que na ordem inversa! Ou seja, ia regredindo, e o que é pior, não tinha nada informando no início dos capítulos, você tem que meio descobrir por você mesma.

Segundo Ponto:

O livro ter uma linguagem bem adulta, com muitos palavrões. Nada contra ter palavrões nos livros, mas esse tem em excesso, o que é até meio cansativo.

Terceiro Ponto:

Fiquei tentando entender quando ia começar a aparecer algo de terror no livro, porém é outra coisa que a autora nos engana muito bem. Conseguimos ver o quanto é complexa a trama aqui. Na verdade não tem nada de terror no livro, o enredo explora a situação psicológica de Jake e o fato que ela sofre de depressão.

Tirando esses dois primeiros pontos que considero negativos, Onde Cantam os Pássaros traz uma leitura interessante que faz você pensar e ler o livro com atenção. Honestamente se eu tivesse lido resenhas antes, acredito que não teria comprado o livro, mas essa é apenas minha opinião pessoal.

E aí, vocês já tinham ouvido falar de Onde Cantam os Pássaros? Gostam de livros com dramas psicológicos? Deixem nos comentários!

Harry Potter e a criança amaldiçoada

A oitava história. Dezenove anos depois…

Lembro de quando li as últimas páginas do sétimo livro do Harry Potter a muitos anos atrás. Acabou com Harry levando seu filho Alvo para pegar o trem para Hogwarts. Ficou um gostinho de quero mais. Quando começou a sair notícia que ia sair uma oitava história, contando fatos ocorridos 19 anos depois, como toda boa fã da série de livros, soube que tinha que comprar. Porém diferente dos demais livros, que foram lidos em questão de dias, eu demorei quase um mês para ler Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Li outros livros e fui deixando ele de lado. O motivo é que sinto uma completa aversão por livros escritos como roteiro de peça teatral. Não consigo gostar. Lembro que deixei muitos livros do Shakespeare de lado por ser nesse estilo. Antes de dar minha opinião sobre a história, confira abaixo a sinopse do livro.

“Sempre foi difícil ser Harry Potter, e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo, Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.”

Como podemos ver pela sinopse, a história é centrada no filho de Harry, Alvo Severo Potter, o garoto que levou o nome de dois grandes diretores de Hogwarts. Foi legal ler uma sequência da história dos três amigos Harry, Rony e Hermione, embora, como já dito, eles não sejam totalmente o foco da história. Por ser uma edição especial de roteiro de peça teatral, a história é contada focando apenas em diálogos, o que me deixou um pouco com o pé atrás, pois gosto de ler livros que sejam enriquecidos em detalhes, pois conseguimos formar imagens praticamente completas na nossa mente. Mas era de se esperar, afinal é uma peça de teatro.

Começamos o livro com Harry levando Alvo para pegar o trem para Hogwarts pela primeira vez. Todos esperam encontrar super garoto badass que leva o nome da família e tudo mais. Porém, aos olhos das pessoas, Alvo é praticamente um perdedor. Logo nas primeiras páginas, os anos passam rapidamente, e vemos Alvo se tornando um garoto recluso, sem nenhum destaque na escola, tendo apenas um único amigo, Escórpio, que acreditem ou não, é filho de Draco Malfoy, o grande inimigo de Harry nos tempos de escola.

Dessa parte eu gostei muito, pois apesar das diferenças dos pais, os meninos pouco se importam com os comentários sobre eles e se tornam grandes amigos, formando um forte laço de amizade, o que torna Alvo bem parecido com Harry nesse sentido, considerando que ambos valorizam muito a amizade.

Com a intenção de provar algo a seu pai, Alvo acaba roubando um Vira Tempo e juntamente com Escórpio, resolve voltar no tempo e salvar a vida de Cedrico Diggory durante o Torneio Tribuxo. A partir disso, uma série de complicações ocorrem, que só lendo o livro para saber.

Minhas considerações sobre os personagens de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada não são muito favoráveis. Para minha surpresa, gostei mais do filho do Draco Malfoy do que do filho de Harry. Alvo, ao meu ver, é um garoto egoísta que vê tudo a sua volta de forma negativa e culpa Harry pelos seus problemas. Já Escórpio, filho de Draco, apesar do legado nada bom da família, é um garoto amigável e que aguenta Alvo e seus problemas, sem reclamar. Sobre Harry, Rony e Hermione, os personagens não foram muito explorados na fase adulta. Não sei se é por isso inclusive, mas apesar de ser a oitava história do mundo Harry Potter, não senti aquela conexão com a história original, não me senti envolvida com os personagens e para mim pareceu apenas mais um livro. Se você é fã de Harry Potter, claro que vale a pena conferir Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Pois apesar de tudo é uma história de Harry Potter.

E aí, já leu Harry Potter e a criança amaldiçoada? O que achou? Deixe nos comentários!

Base FIT ME da Maybelline vale a pena?

Quando viajei para Nova York em Agosto de 2016, comprei a base FIT ME da Maybelline na farmácia. Custou apenas 6 dólares. Aqui no Brasil também existe essa versão, porém é em tubo e não em vidro, como comprei. Não sei se a fórmula é exatamente a mesma ou não. Mas pelo que li sobre as resenhas das bases compradas aqui pode ser que elas sejam iguais sim.

De acordo com a Maybelline as micropartículas presentes no produto absorvem a oleosidade e disfarçam as imperfeições da pele, com controle de brilho por 12 horas. Tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos, essa base possui uma grande variedade de cores, o que para nós é ótimo, considerando que temos muito tons de pele aqui no Brasil.

Comprei a cor 110 que é uma das mais claras, porém achei que ela ficou um pouco escura para mim no inverno, mas agora no verão fica bem uniforme com o meu tom de pele. Agora, sobre a minha opinião sobre a base FIT ME da Maybelline:

Prós:

– Ela é bem líquida e fina e tem um toque macio ao espalhar pela pele.
– Demora secar, então dá para espalhar sossegadamente, dando um resultado final natural.

Contras:

– Não achei a cobertura boa, pequenas machinhas continuaram aparecendo normalmente na minha pele.
– Embora a marca faça propaganda que controla a oleosidade por 12 horas, passou bem longe disso. Durou no máximo, umas duas horas e minha pele já começou a dar sinais de brilho.
– Ela transfere demais. Se você tentar secar a oleosidade do rosto com algum papel, praticamente a base toda vai ser transferida.

Apesar de ser matte, senti que a FIT ME da Maybelline deixou a desejar no quesito de controlar a oleosidade. Considerando o valor que paguei, acredito que dá para encontrar outras marcas nacionais que sejam melhores para peles oleosas.

E aí, vocês já usaram essa base da Maybelline? O que acharam? Deixem nos comentários!

Menina Má por William March

Menina má por william march

Vi o resumo de Menina Má por William March em um blog há algumas semanas e se tornou uma obsessão para eu ler. Sou muito fã do gênero de suspense e terror e esse livro tem tinha tudo para ser impressionante e atender as minhas expectativas.

No mesmo dia que li o resumo, fui numa livraria e comprei. Não aguentaria esperar vir pela internet. Comecei a ler o livro e devorei. Confira a sinopse do livro:

Menina má por william march

Sinopse:

“Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.”

Menina Má por william march

Vamos falar um pouco mais?

O livro foi publicado originalmente em 1954 e lançado agora em 2016 pela editora Darkside. O livro foi de extremo sucesso em 1954, principalmente pelo fato de envolver uma criança e ser violento e assustador, a ponto dos críticos o classificarem como “apavorantemente bom”. Graças a seu sucesso, nos próximos meses a seu lançamento, o livro ganhou uma peça de teatro e uma adaptação para o cinema, que conquistou 4 indicações ao Oscar.

O livro gira em torno da pequena Rhoda, uma garota que aparenta inocência, com uma aparência angelical. Rhoda é uma excelente aluna e para ela é muito importante sem sempre a número 1. A mãe de Rhoda, Cristine é jovem e bonita, casada com um oficial da marinha que está a trabalho em outro país.

Menina má por william march

Rhoda tem o dom de fazer as pessoas gostarem dela. Sendo assim, as pessoas jamais desconfiariam da verdadeira personalidade da garota. Um dia, no colégio, Rhoda acaba perdendo um prêmio, uma medalha, de “Melhor Evolução” na caligrafia para um colega, Claude.

Rhoda estava muito confiante que ganharia a medalha, ela fica frustrada e passa a afirmar para todos que a medalha deveria ser dela e não de Claude. Um dia, após o término do semestre na escola, um piquenique é promovido para as crianças e um garoto cai na água e acaba morrendo. O menino apresentava sinais de agressão, o que deixou muitas pessoas sem entender.

O garoto morto, acaba por ser Claude, que ganhou a medalha. Testemunhas dizem que antes de Claude ser encontrado, tinham visto Rhoda no local, porém logo a confusão passa e é classificada como apenas uma tragédia.

Porém, com o retorno das crianças as suas casas após a morte do colega, Cristine, mãe de Rhoda, fica um pouco alarmada com o comportamento da filha, que não apresenta nenhum sentimento em relação a morte de Claude.

menina má por william march

Diante da frieza da filha, Cristine começa a prestar atenção aos fatos e ao comportamento da filha e se vê em uma situação difícil, a beira da loucura, pois descobre segredos da garotinha de apenas 8 anos e ao mesmo tempo tem o instinto materno de querer proteger a filha e a reputação da família.

A narrativa um pouco diferente, considerando que o livro foi escrito em 1954. Entretanto o texto é leve e flui muito bem, apesar da história ser bastante perturbadora.

Como a leitura é fácil e viciante, consegui terminar o livro em menos de uma semana, lendo apenas algumas horas por dia.

Menina Má por William March é uma excelente dica para quem é fã de histórias de crimes. Menina Má também inspirou outras histórias onde a maldade é escondida atrás da inocência, como Damien, Anabelle e o filme Anjo Malvado.

E aí, vocês já leram algo semelhante? O que acharam de Menina Má por William March? Deixem nos comentários!

Ansiedade – Como Enfrentar o mal do século

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Há algumas semanas atrás, recebi a confirmação do que já desconfiava, eu tenho Transtorno de Ansiedade. Agora sei que o fato de não conseguir desligar o cérebro e sofrer por antecipação não era frescura. Então hoje vim compartilhar com vocês, a resenha de um livro muito bacana do August Cury, que me ajudou a entender mais sobre o assunto.

Antes de falar sobre o livro, vamos entender o que realmente é a Ansiedade de uma forma simples e rápida. Você já passou pela situação onde alguns minutos antes da sua conversa com seu chefe ou com seu professor, sua mão começou a tremer e seu coração disparou? Nesses casos, você está se sentindo ansioso. Mas não se preocupe, isso é uma reação normal do nosso corpo em relação a situações estressantes ou perigosas. Todos nós já nos sentimos assim em algum momento.

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Mas há uma pequena porção de nós, que experimentamos o Transtorno de Ansiedade, que é uma doença na qual a ansiedade dura no mínimo 6 meses e é caracterizada pela aflição, medo ou terror que pode interferir na vida normal da pessoa.

Algumas pessoas podem ter sua ansiedade despertada por coisas específicas como por exemplo, fobias. Há também a Ansiedade Generalizada, onde a pessoa sofre por antecipação e está o tempo toda tensa sem motivo real algum, essa ansiedade pode ou não, ter sido despertada por algo.

Ufa! Vamos falar um pouco sobre o livro agora? Comprei o livro no impulso, pois queria entender melhor sobre o assunto, foi apenas R$15,00 e acabei achando interessante, ele é fácil e rápido de ler. August Cury, o escrito, é psiquiatra e psicoterapeuta e já escreveu vários livros sobre o assunto.

De forma resumida, o livro diz respeito a construção do pensamento. August Cury afirma que no mundo atual que vivemos, tudo é muito rápido, onde as pessoas buscam informações 24 horas por dia e vivem estressadas. Assim, como pensamos rápido e em excesso, violamos o ritmo da formação dos pensamentos. Isso acaba gerando consequências para a saúde emocional e pode levar a ansiedade. No livro ele descreve como “A Síndrome do Pensamento Acelerado”.

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August Cury enfatiza sobre o problema e diz que isso é um sinal para você mudar o seu estilo de vida. Hoje em dia as pessoas querem muito alguma coisa e quando conseguem, logo perdem o interesse, pois estão sempre em busca de algo que causem estímulo e satisfação. Porém, se desinteressam rápido, devido a velocidade de informações e novidades.

Quando você da Síndrome do Pensamento Acelerado, você está sempre cansado, com um emocional instável e isso acaba afetando a qualidade de vida do indivíduo. Não tolera trabalhar com pessoas lentas, tem dores de cabeça e no corpo, está sempre estressado e nunca relaxa. Dorme pouco e se irrita com pouca coisa.

No livro ele descreve as situações para você entender o que é Ansiedade. Mas não passa uma cura, nem nada disso, o livro é como se fosse um alerta para nós, principalmente se nos encaixarmos em algumas das situações que ele fala.

E aí? Vocês sofrem por antecipação também? Pensam rápido demais e nunca relaxam? Deixem nos comentários!

Resenha: A Herdeira – Kiera Cass

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O livro A Herdeira é o quarto livro da série de livros “A Seleção”. E se trata da história da filha de America e Maxon. Segue a sinopse!

“A Princesa Eadlyn cresceu ouvindo histórias sobre como seus pais se conheceram, 20 anos atrás. America Singer participou da seleção e ganhou o coração do Príncipe Maxon e eles viveram felizes para sempre. Eadlyn sempre achou a história deles bastante romântica, como um conto de fadas. Mas ela não tem intenção de repetir a mesma história. Se dependesse dela, ela adiaria o casamento o máximo que ela pudesse.

Mas a vida da princesa não é só dela e Eadlyn não pode escapar de uma seleção planejada para ela, não importa o quanto ela proteste.

Eadlyn não espera que a história dela, termine em romance, como a do seus pais. Mas a competição se inicia, e um dos selecionados pode ter conquistado o coração dela, mostrando todas as possibilidades que existem a frente para ela e provando que ela pode sim, achar o feliz para sempre dela.”

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No início, Eadlyn demonstra ser extremamente mimada e egoísta, mas enquanto America não sabia o que queria e vivia na indecisão (o que me irritava completamente), Eadlyn sabe o que quer e não se desculpa por nada. Logo no início da seleção, ela já manda de cara, 11 garotos embora sem nenhuma hesitação ou simpatia. A diferença entre America e Eadlyn são grandes, como quando ela fala para Eadlyn “Eadlyn, querida, queremos que você seja a melhor rainha que você pode ser, só isso”, é quase como se eles duvidassem que ela pudesse governar sozinha, sem um homem do lado. Eadlyn responde “Eu irei e eu certamente não preciso de um garoto para me mostrar isso”. Sensacional né? Adorei essa atitude dela, bem diferente da mãe dela.

Agora falando um pouco do romance, temos Kile, que vive no palácio, é um arquiteto e ele não vê a hora de poder sair de lá. Kile e Eadlyn se conhecem desde crianças, mas nunca conversaram realmente, mas do nada eles se conectam e se tornam “amigos com benefícios” sem compromisso, pois ela não quer casar e ele quer ir embora. Eu gostei muito dele, mas achei que tudo aconteceu muito rápido, eles começaram a se pegar tipo…do nada. Mas podemos ver no decorrer do livro que Eadlyn está um pouco em negação, acho que ambos estão, embora haja um sentimento entre eles. Tirando Kile eu realmente não gostei de nenhum garoto da seleção, eles eram tão desinteressantes que eu sempre esquecia quem era quem. Enfim, ansiosa pela continuação.

E aí, vocês gostam dos livros da Seleção? Qual é o seu favorito? Deixem nos comentários! Eu adoraria saber.

Meu livro favorito: Orgulho e Preconceito

Hoje vou comentar sobre meu livro favorito e as razões porque gosto dele. Eu amo ler, acredito que essa paixão por leitura foi o que alimentou minha vontade de escrever. Assim como quando escrevo, quando estou lendo, me sinto relaxada, esqueço dos problemas e entro mesmo na história, desde que seja uma história envolvente é claro.

Se você teve que ler a mesma página duas vezes, significa que a história não é interessante para você ou aquela não é uma boa hora para ler. Acho que para tudo se tem um momento, meus horários preferidos de ler, são antes de dormir ou quando estou esperando alguma coisa, como ser atendida no médico. Eu queria muito ler em carro em alguma viagem, acho que é um horário perfeito, mas sempre me sinto enjoada, com vocês acontece isso também?

Eu comecei a ler livros, assim que aprendi a ler. Antes disso, eu lembro que minha irmãs liam bastante para mim, acredito que isso contribuiu muito para eu adquirir o gosto para leitura. Vou falar do livro que realmente amo, do tipo que eu brigaria com alguém caso falassem mal deles (só um exemplo surreal para demonstrar como eu amo mesmo os livros).

Acredito que eu já tenha falado antes da Jane Austen, ela é uma das minhas escritoras favoritas. O nome dela possui grande peso na literatura inglesa e ela viveu nos anos de 1775 à 1817, algo em torno do século XIX. Eu descobri ela, nem foi pelos livros, mas pelo filme baseado no livro Orgulho e Preconceito. Eu assisti o filme e me apaixonei pela história, depois disso sai em busca do livro. Vou falar sobre ele, vamos lá?

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Orgulho e Preconceito

A obra retrata a vida de um sociedade rural daqueles tempos (século XIX) e conta as primeiras impressões de Elisabeth Bennet em relação ao arrogante Darcy, o livro, inclusive foi titulado assim para descrever a maneira como Elisabeth e Darcy se viam assim que se conheceram.

A personagem principal do livro é Elisabeth Bennet, ela possui uma mente ágil e a língua afiada. A irmã mais velha de Elisabeth, Jane, é bem gentil. O Sr. Bennet, o pai, passa a maior parte do tempo em seu escritório, estudando e gosta de fazer comentários sarcásticos em relação a sua família. A outras irmãs de Elisabeth, consistem em Mary, que é apaixonada por livros, enquanto as outras Kitty e Lydia são descuidadas e vivem atrás de namorados.

E por fim, tem a Sra. Bennet que está desesperada em conseguir bons partidos para as suas filhas. O desespero dela se dá pelo fato que devido a família não ter nenhum herdeiro masculino, todo o patrimônio que a família possui será passado para o próximo herdeiro masculino da família, que no caso é um primo distante, o Sr.Collins.

Infelizmente é assim que as coisas funcionavam no passado. Chega então na cidade, o Sr. Bingley e o Sr. Darcy que são bem ricos. A Sra. Bennet então vai procurar uma maneira de apresentar suas filhas ao Sr. Bingley e consequentemente o Sr. Darcy.

O que amei no livro, além do romance de Elisabeth e Darcy que se apaixonam aos poucos e o amor deles é construído conforme o desenrolar da história, foi a personalidade de Elisabeth. Ela enxerga mais do que as pessoas, o que há de ridículo e passageiro na sociedade do século XIX da Inglaterra, ela tem apenas 20 anos, mas tem uma visão bastante aguçada do que é realmente a sociedade e sabe fazer escolhas próprias.

Um exemplo disso é em uma passagem do livro quando ela recusa a proposta de casamento feita pelo Sr.Collins. Ele não acredita na possibilidade de ela sequer recusá-lo e acha que a negativa dela é frescura de mulher que diz não, quando na verdade quer dizer sim. Quando ele sugere isso à ela, ela responde:

Posso lhe garantir, senhor, que não tenho nenhuma pretensão a um tipo de elegância que consiste em atormentar homens respeitáveis.  Preferiria o elogio de me acreditar uma pessoa sincera. […] Como posso ser mais clara? Não me considere neste momento um exemplo de elegância feminina desejando enfeitiçá-lo, mas uma criatura racional, falando a verdade de seu coração.”

Ela é tão maravilhosa e feminina, o mais incrível de tudo isso, é que Jane Austen conseguia ter essa visão da sociedade, a visão que Elisabeth tinha era o que Jane tinha daquele século e ao contrário de muitas pessoas superficiais que se encaixam nos moldes da sociedade apenas para se encaixar, elas enxergavam além e tinham pensamentos e decisões por si mesmas. Para fechar, vejam mais essa passagem que descreve o caráter de Elisabeth mais uma vez:

Em uma passagem do livro, é descrito uma conversa na casa de Bingley, onde Darcy e a irmã de Bingley enumeram uma lista de qualificações que uma moça precisa para ser considerada bem educada. Darcy diz que conhecia apenas seis mulheres que possuíam as características descritas, Elisabeth se dirige então à ele e diz:

“Já não me surpreende que conheça apenas seis mulheres prendadas.  Chego a duvidar que você conheça uma única”.

Elisabeth acha um absurdo o fato que para uma moça ser educada, tivesse que ter determinadas qualificações e infelizmente era assim naquela época, mas mais uma vez, Jane Austen nos surpreende, passando a visão da sociedade e como ela via, fatos descritos no caráter da personagem criada por ela.

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Esse é o post de hoje, tive o maior prazer de escrever, porque é incrível perceber que não importa o século que você vive, você não precisa se encaixar no molde de perfeição que a sociedade te apresenta, você apenas precisa ser você mesma e falar abertamente sobre o que você acredita, sem medo de ser feliz.

O que vocês acharam do meu livro favorito? Também quero saber se á leram Orgulho e Preconceito ou algum livro da Jane Austen. Comentem aqui embaixo!