Meu livro favorito: Orgulho e Preconceito

Hoje vou comentar sobre meu livro favorito e as razões porque gosto dele. Eu amo ler, acredito que essa paixão por leitura foi o que alimentou minha vontade de escrever. Assim como quando escrevo, quando estou lendo, me sinto relaxada, esqueço dos problemas e entro mesmo na história, desde que seja uma história envolvente é claro.

Se você teve que ler a mesma página duas vezes, significa que a história não é interessante para você ou aquela não é uma boa hora para ler. Acho que para tudo se tem um momento, meus horários preferidos de ler, são antes de dormir ou quando estou esperando alguma coisa, como ser atendida no médico. Eu queria muito ler em carro em alguma viagem, acho que é um horário perfeito, mas sempre me sinto enjoada, com vocês acontece isso também?

Eu comecei a ler livros, assim que aprendi a ler. Antes disso, eu lembro que minha irmãs liam bastante para mim, acredito que isso contribuiu muito para eu adquirir o gosto para leitura. Vou falar do livro que realmente amo, do tipo que eu brigaria com alguém caso falassem mal deles (só um exemplo surreal para demonstrar como eu amo mesmo os livros).

Acredito que eu já tenha falado antes da Jane Austen, ela é uma das minhas escritoras favoritas. O nome dela possui grande peso na literatura inglesa e ela viveu nos anos de 1775 à 1817, algo em torno do século XIX. Eu descobri ela, nem foi pelos livros, mas pelo filme baseado no livro Orgulho e Preconceito. Eu assisti o filme e me apaixonei pela história, depois disso sai em busca do livro. Vou falar sobre ele, vamos lá?

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Orgulho e Preconceito

A obra retrata a vida de um sociedade rural daqueles tempos (século XIX) e conta as primeiras impressões de Elisabeth Bennet em relação ao arrogante Darcy, o livro, inclusive foi titulado assim para descrever a maneira como Elisabeth e Darcy se viam assim que se conheceram.

A personagem principal do livro é Elisabeth Bennet, ela possui uma mente ágil e a língua afiada. A irmã mais velha de Elisabeth, Jane, é bem gentil. O Sr. Bennet, o pai, passa a maior parte do tempo em seu escritório, estudando e gosta de fazer comentários sarcásticos em relação a sua família. A outras irmãs de Elisabeth, consistem em Mary, que é apaixonada por livros, enquanto as outras Kitty e Lydia são descuidadas e vivem atrás de namorados.

E por fim, tem a Sra. Bennet que está desesperada em conseguir bons partidos para as suas filhas. O desespero dela se dá pelo fato que devido a família não ter nenhum herdeiro masculino, todo o patrimônio que a família possui será passado para o próximo herdeiro masculino da família, que no caso é um primo distante, o Sr.Collins.

Infelizmente é assim que as coisas funcionavam no passado. Chega então na cidade, o Sr. Bingley e o Sr. Darcy que são bem ricos. A Sra. Bennet então vai procurar uma maneira de apresentar suas filhas ao Sr. Bingley e consequentemente o Sr. Darcy.

O que amei no livro, além do romance de Elisabeth e Darcy que se apaixonam aos poucos e o amor deles é construído conforme o desenrolar da história, foi a personalidade de Elisabeth. Ela enxerga mais do que as pessoas, o que há de ridículo e passageiro na sociedade do século XIX da Inglaterra, ela tem apenas 20 anos, mas tem uma visão bastante aguçada do que é realmente a sociedade e sabe fazer escolhas próprias.

Um exemplo disso é em uma passagem do livro quando ela recusa a proposta de casamento feita pelo Sr.Collins. Ele não acredita na possibilidade de ela sequer recusá-lo e acha que a negativa dela é frescura de mulher que diz não, quando na verdade quer dizer sim. Quando ele sugere isso à ela, ela responde:

Posso lhe garantir, senhor, que não tenho nenhuma pretensão a um tipo de elegância que consiste em atormentar homens respeitáveis.  Preferiria o elogio de me acreditar uma pessoa sincera. […] Como posso ser mais clara? Não me considere neste momento um exemplo de elegância feminina desejando enfeitiçá-lo, mas uma criatura racional, falando a verdade de seu coração.”

Ela é tão maravilhosa e feminina, o mais incrível de tudo isso, é que Jane Austen conseguia ter essa visão da sociedade, a visão que Elisabeth tinha era o que Jane tinha daquele século e ao contrário de muitas pessoas superficiais que se encaixam nos moldes da sociedade apenas para se encaixar, elas enxergavam além e tinham pensamentos e decisões por si mesmas. Para fechar, vejam mais essa passagem que descreve o caráter de Elisabeth mais uma vez:

Em uma passagem do livro, é descrito uma conversa na casa de Bingley, onde Darcy e a irmã de Bingley enumeram uma lista de qualificações que uma moça precisa para ser considerada bem educada. Darcy diz que conhecia apenas seis mulheres que possuíam as características descritas, Elisabeth se dirige então à ele e diz:

“Já não me surpreende que conheça apenas seis mulheres prendadas.  Chego a duvidar que você conheça uma única”.

Elisabeth acha um absurdo o fato que para uma moça ser educada, tivesse que ter determinadas qualificações e infelizmente era assim naquela época, mas mais uma vez, Jane Austen nos surpreende, passando a visão da sociedade e como ela via, fatos descritos no caráter da personagem criada por ela.

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Esse é o post de hoje, tive o maior prazer de escrever, porque é incrível perceber que não importa o século que você vive, você não precisa se encaixar no molde de perfeição que a sociedade te apresenta, você apenas precisa ser você mesma e falar abertamente sobre o que você acredita, sem medo de ser feliz.

O que vocês acharam do meu livro favorito? Também quero saber se á leram Orgulho e Preconceito ou algum livro da Jane Austen. Comentem aqui embaixo!

 

 

 

 

 

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2 comentários em “Meu livro favorito: Orgulho e Preconceito

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